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Linhas altas, bloco agressivo: Vítor Pereira engole o Liverpool, mas Alisson rouba a cena no apagar das luzes

Nottingham Forest x Liverpool: Logo na estreia de Vítor Pereira, o Forest empilhou 12 finalizações, encurralou o Liverpool com um bloco alto de rara agressividade e só foi castigado nos acréscimos, quando Alisson empilhou defesas decisivas e Mac Allister achou o 1 x 0 salvador para os Reds.

O esquema tático de Vítor Pereira

Na prancheta, o português partiu de um 4-2-3-1. Na prática, transformou-se num 4-2-2-2 assimétrico: Igor Jesus afundava para a segunda linha, alinhando-se a Gibbs-White e liberando os pontas para atacarem a última linha rival com máxima amplitude. Sem bola, a equipe montava um bloco alto, acionado por gatilho–passe nos zagueiros de Klopp. Sangaré, como primeiro volante, fechava a “zona 14” e direcionava a pressão para as laterais, onde Hudson-Odoi explorava o lado órfão de Salah e Szoboszlai.

No papel de treinador, percebe-se a preocupação de Pereira em ocupar todos os corredores: Murillo conduzia até a intermediária ofensiva, atraindo marcação antes de soltar em profundidade; do outro lado, Domínguez e Nuno Tavares alternavam projeções para dar apoio ao lado fraco da jogada. O mapa de calor do primeiro tempo ilustra o domínio territorial dos Tricky Trees—40% de posse no terço final e 0,92 xG contra apenas 0,24 dos Reds.

Como o Liverpool sobreviveu

Os comandados de Klopp sofreram para transitar. Endo e Mac Allister eram engolidos pelo “duplo 10” do Forest, e as diagonais longas de Van Dijk só encontravam Robertson já sufocado. Restou a Alisson: defesa cara-a-cara em Hudson-Odoi aos 3’, outras três intervenções de reflexo e liderança na bola aérea. Com o desgaste físico do Forest após o minuto 60, o Liverpool enfim alcançou superioridade numérica por dentro, sobretudo quando Gakpo flutuou nas costas de Sangaré.

Ainda assim, o gol veio na base do “desespero controlado”: lançamento frontal, segunda bola viva e Mac Allister, em posição ajustada pelo VAR, empurrou para a rede aos 97’. Antes, o argentino já tivera um tento anulado por toque de mão.

Análise Sigo Meu Time: O primeiro recado de Vítor Pereira é cristalino: o Forest deixa de ser passivo e passa a competir através de pressão coordenada e transições verticais. Se o condicionamento físico sustentar 90 minutos de intensidade, a luta contra o rebaixamento muda de patamar. Já o Liverpool precisa revisar a saída sob pressão—sem Thiago ou Jones, a “linha de 4+1” ruiu quando marcada homem a homem. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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