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Irmandades que atravessam fronteiras: como Fla, Flu e São Paulo firmaram alianças com Lanús, Vélez e Chacarita

Alianças de torcidas Brasil-Argentina: Fla Manguaça e La Barra 14, tricolores cariocas com os fortineros e são-paulinos junto aos funebreros. Três laços que driblam a histórica rivalidade entre Brasil e Argentina e criam redes de apoio logístico, social e, claro, de muita festa nas arquibancadas.

Fla Manguaça & La Barra 14 – A “doble” rubro-grená

A amizade Flamengo-Lanús nasceu em 2012, quando um churrasco organizado pelo argentino “Castro”, flamenguista e granate, recepcionou os cariocas antes de um duelo de Libertadores em La Fortaleza. Desde então, bandeiras rubro-grenás circulam dos dois lados da fronteira. Na Sul-Americana de 2025, por exemplo, hinchas argentinos contaram com hospedagem e escolta da Fla Manguaça no Rio para enfrentar o Vasco. O pacto prevê troca de ingressos, caronas aeroportuárias e até empréstimo de faixas para jogos decisivos. O simbolismo é tão forte que, no título sul-americano do Lanús sobre o Atlético-MG, o Maracanã vestiu a cor vinho em plena partida do Fla contra o Bragantino.

Tricolores unidos: Fluminense & Vélez, São Paulo & Chacarita

No Rio, o match começou pelas cores. A torcida do Fluminense enxergou no Vélez Sarsfield um “irmão de camisa” ainda nos anos 1960, quando o clube de Liniers utilizava uniforme tricolor. Anos depois, a relação se consolidou em viagens de Libertadores: argentinos são recebidos em Laranjeiras e devolvem o favor no José Amalfitani com transporte e churrasco pós-jogo. Curiosidade que reforçou o elo: em 1969, para enfrentar o Santos de Pelé, o Vélez usou, literalmente, camisas compradas do Flu.

Já a ponte Morumbi–Buenos Aires foi erguida na final da Libertadores de 1992. Torcedores do Chacarita Juniors aderiram ao São Paulo contra o rival local Newell’s Old Boys e nunca mais se soltaram. Grafites do Funebrero enfeitam muros próximos ao estádio do Tricolor, e, em 2012, a final da Sul-Americana contra o Tigre, arquirrival do Chaca, selou a parceria. Hoje, camisas do SPFC estão entre as mais vendidas nas lojas porteñas especializadas em futebol, impulsionadas justamente por hinchas funebreros.

Análise Sigo Meu Time: Em tempos de tensão dentro e fora dos gramados, esses pactos criam corredores de hospitalidade e reduzem riscos de confrontos. Flamengo, Fluminense e São Paulo ganham “embaixadas” em Buenos Aires e arredores, fator que pode significar arquibancada cheia e clima favorável em jogos mata-mata de Libertadores ou Sul-Americana. No contrafluxo, Lanús, Vélez e Chacarita conquistam torcida extra e visibilidade num mercado de 215 milhões de apaixonados por futebol. Golaço de integração que todo clube sul-americano deveria estudar. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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