Futebol Europeu

Johnny Cardoso destrava Simeone, Sorloth faz hat-trick e Atlético avança, mas identidade tática segue nebulosa

Atlético de Madrid venceu o Club Brugge por 4 × 1 no Metropolitano, carimbou vaga nas oitavas da Champions League, mas a atuação escancarou que o time de Diego Simeone ainda alterna entre pressão alta e bloco baixo sem conseguir sustentar um plano de jogo coeso durante 90 minutos.

O desenho tático

Simeone abandonou o 5-3-2 habitual e optou por um 4-2-3-1 com linhas de 4 bem definidas. O objetivo era ganhar amplitude com Giuliano Simeone aberto na direita e Baena flutuando entre linhas. Johnny Cardoso formou dupla de volantes com Koke, liberando ambos para acelerar a transição logo após o ganho da segunda bola. Nos mapas de calor, percebe-se Johnny pisando na meia-lua rival – movimento que culminou no seu primeiro gol, um chute seco no canto. Mesmo assim, a equipe sofreu para controlar o jogo após abrir o placar: o Brugge adiantou a marcação, formou 5-4-1 compacto e forçou o Atleti a recuar para um bloco médio, expondo a distância entre defesa e meio-campo.

Protagonistas e oscilações

A entrada de Alexander Sorloth por Antoine Griezmann deu profundidade: o norueguês ganhou todas no corpo, executou bem o ataque ao espaço e converteu três vezes – dois em transições rápidas e um em bola parada. Já Johnny, ex-Internacional, ofereceu saída limpa à frente da zaga e timing para infiltrar. Porém, entre o 25ᵒ e o 45ᵒ minuto, o Atlético perdeu intensidade na pressão pós-perda; foram quatro finalizações belgas dentro da área, uma delas convertida por Ordóñez. O cenário só se estabilizou após Simeone lançar Lookman e o próprio Griezmann, retomando a posse em 3-2-5 no campo ofensivo e encurralando o adversário.

Análise Sigo Meu Time: o resultado recompensa as apostas de “El Cholo”, mas a “montanha-russa” persiste enquanto o 4-2-3-1 não mostrar encaixes defensivos constantes. Se Johnny se mantiver saudável e Sorloth seguir entregando referência física, o Atleti ganha ferramentas para variar entre bloco baixo e pressão alta sem perder organização. Caso contrário, a caminhada até a fase final da Champions continuará dependente de lampejos individuais. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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