Barcelona afunda em bloco baixo, perde para o Girona e vê crise tática escancarar

Crise no Barcelona: Sem reação após a goleada na Copa do Rei, o time de Hansi Flick caiu por 2-1 diante do Girona, deixou escapar a liderança de LaLiga e mergulhou em questionamentos profundos sobre modelo de jogo, confiança e execução tática.
O desenho em “4-3-3” que não comprime
Flick manteve a tradicional linha de 4, interiorizando Gündogan e Fermín para gerar superioridade numérica entrelinhas, enquanto Raphinha e Lamine Yamal buscavam dar amplitude. A ideia era esticar o bloco do Girona e criar corredores para as infiltrações de Lewandowski. Funcionou apenas nos primeiros 45 minutos: o mapa de calor mostra o Barça ocupando 60 % do terço final, mas faltou capricho na zona de finalização. Yamal perdeu pênalti, Raphinha carimbou a trave e Cubarsí, zagueiro de 17 anos, precisou aparecer na área para abrir o placar.
O problema crônico apareceu na transição defensiva. Com laterais muito projetados, o retorno ficava em 2-0-4, oferecendo campo às costas de Koundé e Araújo. Bastaram três minutos após o gol para Lemar ganhar a diagonal nas costas de Balde e empatar. A partir daí, o Girona subiu as linhas, comprimiu o corredor central e obrigou o Barcelona a rifar bolas longas – algo que o time de Flick raramente treina.
Bloco baixo mal executado e queda anímica
Quando tentou proteger o resultado, o Barça recuou para um bloco baixo improvisado. O segundo tempo registra apenas 0,23 de xG culé contra 0,91 do adversário. Sem saída qualificada, Joan García virou o destaque ao acumular quatro defesas decisivas, mas sucumbiu aos 41 minutos: Echeverri atraiu a marcação, Joel Roca ocupou a meia-lua e Fran Beltrán recebeu livre para colocar no canto. Linha defensiva descoordenada, sem balanço lateral, e meio-campo incapaz de controlar a segunda bola selaram a virada.
Análise Sigo Meu Time: A insistência de Flick em manter laterais agressivos sem coberturas preventivas está cobrando a conta. Com Real Madrid dois pontos à frente, a margem de erro desapareceu. Ou o treinador ajusta a compactação vertical – aproximando volantes da dupla de zaga e calibrando a altura do bloco – ou o vestiário, já abalado, pode ruir de vez. Domingo contra o Levante vira final antecipada para recuperar moral e pontuar. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/
Fonte: Redação Sigo Meu Time




