Futebol Europeu

Barcelona vence, mas transições defensivas ainda expõem ferida aberta de Flick

Barcelona x Levante: A vitória por 3 a 0 no Camp Nou devolveu a liderança a LaLiga, porém o duelo deixou nítido que as transições defensivas continuam sendo o calcanhar de Aquiles do time de Hansi Flick.

O esquema tático

O Barcelona iniciou no habitual 4-3-3, mas, com bola, produziu a já conhecida linha de 2+3: Cancelo fechou por dentro ao lado de Christensen, enquanto De Jong baixava para receber entre linhas e liberar amplitude a Raphinha e García. A ocupação de corredores foi eficiente: mapa de calor mostra domínio territorial de 64% no terço final, traduzido nos gols relâmpago de Bernal e De Jong – ambos atacando a última linha rival entre zagueiros estáticos.

Sem bola, porém, o bloco alto blaugrana voltou a se partir. A basculação atrasada dos extremos e a distância entre meio e defesa abriram avenidas para o Levante acionar viradas de jogo e bolas esticadas nas costas de Araújo. Bastaram três passes verticais para o penúltimo colocado gerar finalizações claras: 0,98 de xG só em contra-ataques, índice preocupante para quem teve posse superior a 70%.

Por que a vulnerabilidade persiste?

O diagnóstico passa por sincronismo e cobertura. Quando Gündogan perde a bola no terço ofensivo, nenhum dos interiores cala a profundidade; a última linha fica exposta em campo aberto. Flick tenta compensar adiantando laterais e trazendo Koundé por dentro, mas o ajuste ainda carece de timing coletivo. O Levante leu o espaço às costas de Cancelo e apostou em lançamentos diagonais – receita que Atlético e Girona já haviam usado nos tropeços anteriores.

Além disso, faltou agressividade na pressão pós-perda. O primeiro contato chega atrasado, permitindo ao adversário girar e conectar o passe de ruptura. Contra rivais de maior calibre, a conta pode vir em forma de gols.

Análise Sigo Meu Time: O resultado alivia a pressão e mantém moral elevada para a sequência contra Villarreal e Atlético, mas o desempenho grita por ajustes. Se Flick não compactar os setores na perda de posse, o Barcelona seguirá refém de próprio DNA ofensivo – capaz de esmagar com a bola, frágil ao recuperá-la. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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