Futebol Europeu

Bernardo Silva intocável: Guardiola muda sistema sem o luso

Bernardo Silva: Sob o frio londrino, a vitória por 3 a 0 do Manchester City sobre o Fulham contou novamente com o meia português puxando as rédeas da equipe – a ponto de Pep Guardiola admitir que, sem ele, o plano de jogo precisa ser reescrito do zero.

Função tática e números do lusitano

Guardiola vem apostando num 4-3-1-2 para pressionar alto, e Bernardo é o primeiro gatilho dessa engrenagem. Ele inicia a marcação sobre o goleiro, recua ao lado de Rodri na saída curta e, em transição, abre pela direita para cruzar ou achar passes diagonais. Diante do Fulham, os dados do SofaScore explicam o encanto do treinador: 66 ações com a bola, 90% de acerto em 59 passes, duas chances criadas, nove retomadas e dois duelos vencidos no chão. Atividade total em 90 minutos.

“Quando o Bernardo não está, viramos outra equipe”, resumiu Guardiola. A frase ajuda a entender por que o espanhol manteve o camisa 20 em campo mesmo após a maratona de jogos que incluiu o duelo decisivo contra o Liverpool, em Anfield, onde o meia também marcou o gol de empate. Sem o português, o técnico recorre a um 4-2-3-1 mais conservador, com laterais baixos e Haaland isolado, perdendo a agressividade inicial na pressão.

Situação contratual e mercado

Aos 31 anos, Bernardo entra nos últimos meses de vínculo – o contrato encerra em julho. Nos corredores do Etihad, a diretoria já sinalizou com renovação de dois anos, mas o jogador manteve silêncio. Barcelona e PSG monitoram de perto, acreditando que uma saída sem custos pode viabilizar o negócio. Se a sétima Premier League consecutiva se confirmar, o luso deixará Manchester, caso opte por sair, como integrante do panteão citizen ao lado de Kompany, Agüero e De Bruyne.

Para o duelo do fim de semana, contra o Brighton, Guardiola não deverá ter desfalques além do suspenso Doku. Assim, o trio de meio-campistas deve ser repetido, com Bernardo atuando por dentro, O’Reilly flutuando entre linhas e Rodri à frente da defesa.

Análise Sigo Meu Time: a dependência tática do City em relação a Bernardo Silva lembra os tempos de Xavi no Barcelona; sem o português, a equipe perde intensidade na pressão pós-perda e criatividade entrelinhas. Para mais análises exclusivas, siga nosso portal.

Fonte original: GE

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