Derrota histórica escancara mercado de €137 mi da Juventus e põe Spalletti sob pressão

Juventus em crise: a goleada de 5 a 2 sofrida diante do Galatasaray, na ida dos playoffs da Champions, mostrou que o clube torinês gastou alto – €137 milhões em duas janelas– e montou um elenco sem peças decisivas, deixando Luciano Spalletti sob fogo cruzado de diretoria e torcida.
Detalhes da negociação milionária
No último verão europeu, a Juve buscou antecipar o adeus de Dusan Vlahovic, cujo vínculo termina em junho de 2026, e a lesão crônica de Arkadiusz Milik. Chegaram Loïs Openda (RB Leipzig) por €55 mi até 2030, Edon Zhegrova (Lille) por €15 mi até 2029, Jonathan David livre de taxa de transferência com contrato de quatro anos, além do empréstimo de Jérémy Boga, com opção de compra fixada em €12 mi. Desembolsos que, somados aos €55 mi já gastos em janeiro de 2025, elevam a fatura recente a €137 mi.
O retorno, porém, é pífio: Openda marcou apenas 2 gols em 30 jogos, David ainda não se firmou e tem só 400 minutos em campo, Zhegrova virou reserva de luxo com 18 partidas (uma como titular) e Boga, utilizado em três confrontos, não saiu do banco em Istambul. Enquanto isso, o americano Weston McKennie foi improvisado como falso 9 e acabou sendo o mais produtivo, servindo uma assistência.
Impacto imediato no elenco e na temporada
Contra o Galatasaray, Spalletti armou o time com Kenan Yıldız e Francisco Conceição abertos, mantendo um bloco médio que se desmontou após a expulsão de Juan Cabal aos 67. Os turcos, empurrados pela torcida e reforçados por Noa Lang e Sacha Boey – contratações de inverno do rival –, fizeram mais dois e praticamente selaram a vaga. A Velha Senhora agora precisa de uma virada por três gols em Turim. Na Serie A, o cenário também preocupa: apenas 5º lugar, fora da zona de Champions, com ataque que soma 1,4 gol/jogo, pior marca desde 2011.
Internamente, cobra-se agilidade para reduzir a folha salarial de €215 mi/ano e abrir espaço para um “9” decisivo. A venda antecipada de Vlahovic e a rescisão de jogadores com mercado, como Milik, estão na mesa da diretoria.
Análise Sigo Meu Time: o investimento agressivo não dialogou com a ideia de jogo de Spalletti, que prioriza mobilidade e pressão pós-perda. Openda e David oferecem profundidade, mas carecem de sincronia com meia criador, algo que o elenco não possui. Se a Juventus não avançar na Champions, o ciclo do treinador pode encurtar – e o departamento de futebol terá de explicar como gastou tanto para andar de lado. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.
Fonte: Redação Sigo Meu Time




