Endrick na Seleção: chance cresce com lesão de Richarlison

Endrick na Seleção: A arrancada goleadora do jovem no Lyon, somada à lesão de Richarlison, virou a principal dor de cabeça — ao mesmo tempo, solução — para Carlo Ancelotti às vésperas da convocação de março.
Mobilidade e faro de gol entram no radar de Ancelotti
Desde que chegou por empréstimo do Real Madrid, Endrick empilhou cinco gols e uma assistência em seis partidas, números que recolocaram o camisa 9 de 19 anos na discussão pela vaga de referência ofensiva do Brasil. O técnico da Seleção gosta de atacantes que consigam sair da área para participar da construção, algo em falta no elenco atual. Cris, ex-capitão do Lyon e campeão da Copa América em 2004, reforçou a tese em entrevista à BBC Sport: “O Brasil tem Gabriel Jesus e Richarlison, mas nenhum com a leitura de jogo e mobilidade do Endrick”.
O histórico também pesa. Durante o ciclo, Ancelotti testou João Pedro, Igor Jesus, Kaio Jorge e Vitor Roque, mas nenhum se firmou como titular. Com Richarlison fora por até oito semanas por problema no joelho direito, a necessidade de um 9 que entregue gols imediatos subiu de patamar. Endrick, que já marcou hat-trick contra o Toulouse e balançou as redes em clássico diante do Lille, chega ao melhor momento justamente quando a Seleção carece de definição.
Próxima lista e concorrência pelo camisa 9
A CBF agenda para 5 de março a divulgação dos convocados para os amistosos contra Croácia e México (datas FIFA de 23 e 30/03). Entre os candidatos, Gabriel Jesus recuperou ritmo no Arsenal, e Igor Thiago mantém regularidade no Brentford, vice-artilheiro da Premier League. Ainda assim, os 68% de aproveitamento nas finalizações de Endrick chamam mais atenção no staff da Seleção, segundo apurou o ge.globo (link externo de autoridade ge).
No departamento médico, Richarlison e Kaio Jorge são ausências praticamente certas. A situação abre duas vagas no ataque, ampliando as chances de estreia de Endrick com a Amarelinha principal. Fontes internas na CBF admitem que a versatilidade — atuar como ponta ou falso 9 — é vista como trunfo adicional para o projeto da Copa de 2030.
Na visão da Análise Sigo Meu Time, Endrick parece dez passos à frente da concorrência: produz gols, participa do jogo coletivo e, principalmente, chega sem o desgaste de seguidas críticas que abalam outros atacantes. Se confirmar a chamada, o Brasil ganha um plano B — ou até mesmo um plano A — para evitar dependência de Richarlison. Veja mais avaliações táticas em nosso portal.
Fonte original: Trivela



