Vítor Pereira detalha “primeiro tempo de manual” do Forest contra o Liverpool e aponta queda física como vilã

Nottingham Forest x Liverpool: Vítor Pereira garantiu que seu time “merecia dois ou três gols” após um primeiro tempo de extrema intensidade e amplitude, porém reconheceu que o bloco perdeu altura na etapa final, abrindo caminho para o 1-0 dos Reds já nos acréscimos.
O desenho tático
O Forest iniciou no 4-3-3, mas com variação constante para um 4-1-4-1 em bloco médio-alto. A ideia era congestionar o “corredor central” e forçar o Liverpool a jogar por fora, onde os pontas Elanga e Hudson-Odoi mantinham a amplitude ofensiva e, sem bola, formavam a linha de quatro à frente do volante Sangaré. Isso gerou superioridade numérica na primeira zona de pressão e rendeu três roubos de bola no terço final em apenas 12 minutos, algo que o próprio Arne Slot admitiu não conseguir neutralizar.
Com posse, o Forest priorizou a transição curta, atraindo o adversário e acelerando em tabelas verticais entre Domínguez e Gibbs-White. O mapa de calor revela 42% dos toques na entrelinha defensiva dos Reds, sinal de domínio territorial. Faltou, porém, a profundidade decisiva: as duas grandes chances pararam em Kelleher e na trave de Hudson-Odoi.
Por que o roteiro mudou?
Três dias antes, o elenco encarara o Fenerbahçe pela Liga Europa. A minutagem pesada minou a capacidade de “apertar gatilho” na pressão pós-perda. No segundo tempo, o Forest baixou para um bloco baixo 4-5-1; a última linha já não adiantava tanto, e as coberturas internas ficaram mais longas. O Liverpool, então, estabeleceu circulação mais limpa com Endo e Mac Allister, empurrando o rival para dentro da própria área. Quando a equipe de Slot criou superioridade numérica pelos flancos, o gol parecia questão de tempo — e saiu no 92’. “É o futebol”, resumiu Pereira, mas deixou recado otimista: “Se repetirmos a primeira parte, vamos somar muitos pontos”.
Análise Sigo Meu Time: A ideia de jogo é ousada e, taticamente, já mostra assinatura de Pereira: pressão coordenada, linhas compactas e transições agressivas. Resta calibrar o terceiro homem e gerir melhor a carga de minutos para que a intensidade não caia. Se conseguir, o Forest tem tudo para escapar do Z-3 sem sustos. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.
Fonte: Redação Sigo Meu Time




