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Rodinei impõe ritmo pela ala, mas Olympiacos sucumbe ao bloco alto do Leverkusen na Champions

Rodinei foi o principal escape ofensivo do Olympiacos no empate sem gols contra o Bayer Leverkusen, mas o 0 x 0 na BayArena, nesta terça (24), selou a classificação alemã graças ao 2 x 0 obtido na ida. A partida, de baixíssimo volume ofensivo (0,47 xG somado), expôs a dificuldade grega em furar o bloco médio-bem compacto de Kasper Hjulmand e confirmou a queda dos brasileiros na Champions League.

O desenho tático

Hjulmand manteve a linha de 4 rígida à frente do goleiro Hrádecký, com os laterais empurrando amplitude apenas na fase ofensiva. Quando perdia a bola, o Leverkusen se reorganizava em 4-4-2 em bloco médio, fechando os corredores internos e convidando o Olympiacos a sair curto. Do outro lado, Carlos Carvalhal redesenhou o Olympiacos num 4-3-3 que virava 2-3-5 na posse, liberando Rodinei para atacar o espaço às costas de Grimaldo. O brasileiro cumpriu bem a função: registrou nove cruzamentos — cinco a partir de ultrapassagens — e finalizou um mapa de calor abrasador na faixa direita. Ainda assim, faltou agressividade no último terço: El Kaabi ficava encaixotado entre Tah e Tapsoba, e a equipe grega trocava passes laterais sem avançar linhas.

O Leverkusen priorizou transições curtas pelos pés de Xhaka e Wirtz, mas a ausência de ritmo de Patrick Schick — voltando de lesão — reduziu a profundidade. Foram apenas três finalizações na etapa inicial (0,22 xG), com destaque para a infiltração de Grimaldo que obrigou Tzolakis a boa defesa. O segundo tempo manteve a mesma cadência: Hjulmand tirou Lucas Vázquez lesionado e lançou o brasileiro Arthur, que manteve a amplitude pela direita e garantiu consistência defensiva com duas interceptações.

Brasileiros em campo

Rodinei saiu de campo como o melhor do Olympiacos: quatro recuperações, três interceptações e sete vitórias em duelos individuais, além da presença constante no terço final. André Luiz recebeu meia hora, mas não encontrou linhas de passe entre os volantes alemães; já Clayton entrou nos acréscimos e mal tocou na bola. Pelo lado alemão, Arthur aproveitou os 13 minutos para mostrar intensidade e pode ganhar minutos nas oitavas, onde o Leverkusen encara Bayern de Munique ou Arsenal.

Análise Sigo Meu Time: O plano de Carvalhal até explorou a ala de Rodinei, mas a falta de variabilidade — sem inversões rápidas nem atacantes quebrando a última linha — tornou o Olympiacos previsível. Para Hjulmand, o jogo serviu como demonstração de maturidade defensiva, mas apontou a necessidade de acelerar as transições se quiser competir com potências nas próximas fases. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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