O que Ancelotti vê que a seleção brasileira tem que aprender com a Espanha?

Carlo Ancelotti destaca a importância da formação de meio-campistas para a Seleção Brasileira e aponta deficiências em comparação com a Espanha, campeã do mundo em 2026. O técnico italiano, que assumiu a seleção após a eliminação na Copa do Mundo, enfatiza que o Brasil precisa evoluir nesse setor para se tornar mais competitivo nos próximos torneios. Durante entrevistas realizadas na última quarta-feira (29), Ancelotti elencou as características do forte meio-campo espanhol como um modelo a ser seguido.
O treinador destacou o sucesso da Espanha, que contou com um time recheado de meio-campistas talentosos, ressaltando que o grupo não só conseguiu controlar a posse de bola como também demonstrou a importância de ter opções de qualidade no banco. “A seleção espanhola tem sete meio-campistas tops no mundo. Isso lhes permite controlar muito o jogo e ganhar”, afirmou Ancelotti. Para ele, o Brasil apresenta lacunas nesse aspecto, já que seus convocados para a Copa do Mundo não tinham o perfil necessário para ditar o ritmo e manter a posse de bola.
Necessidade de Mudança no Estilo de Jogo Brasileiro
Ancelotti criticou a abordagem vertical da Seleção Brasileira, que resultou em apenas 34% de posse de bola na eliminação para a Noruega, o menor índice desde 1966. Segundo ele, a escolha do estilo de jogo deve estar alinhada com as características dos atletas disponíveis. “Se surgirem jogadores novos, um meio-campista de muita qualidade, você pode jogar mais jogo de posse”, completou o técnico.
Projeções para o Novo Ciclo da Seleção
Com contratos até 2030, Ancelotti vislumbra um novo ciclo para a Seleção, focando na formação de jovens talentos e uma estrutura melhor conectada com os clubes. O treinador mencionou a importância da avaliação do desenvolvimento de meio-campistas nas categorias de base. “Temos perfis jovens que podem progredir e outros que estão no Campeonato Brasileiro e estão evoluindo”, destacou, referindo-se a jogadores como Andrey Santos e outros que atuam nas divisões inferiores.
Rumo à Copa América de 2028
Os primeiros desafios da nova gestão de Ancelotti ocorrerão em setembro, com amistosos contra a Austrália e potencialmente contra a Índia. A partir desses jogos, ele pretende observar novos talentos e preparar a Seleção para a Copa América de 2028, um torneio que o Brasil não conquista desde 2019. “Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar… que possam já ser competitivos no primeiro objetivo”, finalizou o técnico.
A análise de Carlo Ancelotti aponta para uma necessidade urgente de reestruturação no meio-campo da Seleção Brasileira. Focar na formação de jogadores que consigam controlar o jogo e trazer mais paciência ao ataque será vital para que o Brasil possa reconquistar seu espaço entre as potências do futebol mundial. Para isso, o novo ciclo também exige um alinhamento mais estreito entre a Seleção e os clubes, onde o talento é cultivado desde cedo.
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