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Protocolo antirracismo da FIFA falha de novo e pressiona UEFA após caso Vinícius Júnior

Protocolo antirracismo da FIFA: Mesmo ativado por Vinícius Júnior em Benfica x Real Madrid, o mecanismo parou o jogo por apenas dez minutos, não exibiu mensagens no telão e terminou sem punição imediata ao acusado Gianluca Prestianni, reacendendo críticas sobre a real eficácia da medida.

Como o protocolo deveria funcionar

Desde 2024, a FIFA determinou três etapas escalonadas. Primeiro, o árbitro cruza os braços em “X”, paralisa a partida e ordena anúncios nos telões e alto-falantes exigindo o fim das ofensas, tudo registrado em súmula. Persistindo o ataque, o segundo passo prevê suspensão temporária – 30 a 60 minutos – com novo aviso ao público. Se ainda houver reincidência, a terceira etapa determina o encerramento definitivo do jogo. A regra, incluída no artigo 15 do Código Disciplinar, vale para competições chanceladas pela entidade ou por confederações, como a UEFA.

Por que falhou no Estádio da Luz

Na prática, o árbitro François Letexie limitou-se ao gesto e a uma interrupção de dez minutos. Não houve anúncio visível no estádio, a partida foi retomada sem punição ao denunciado e Vinícius ainda recebeu cartão amarelo por comemorar o gol minutos depois. Para especialistas como Marcelo Carvalho, do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o protocolo é “cruel com a vítima” porque exige múltiplas reincidências antes de medidas drásticas. “Eu teria de ser ofendido três vezes para o jogo parar?”, questiona. Situação semelhante ocorreu no último Mundial de Clubes: Rüdiger denunciou injúria racial, mas a FIFA arquivou o caso por falta de provas.

A repercussão foi imediata. Companheiros de elenco — Mbappé, Alexander-Arnold, Camavinga e Valverde —, ídolos como Rio Ferdinand, Thierry Henry e o ex-zagueiro Luisão, ícone do próprio Benfica, cobraram sanções. A CBF também se manifestou: “Racismo é crime, Vini não está sozinho”. Agora, a bola está com a UEFA, responsável por analisar imagens, depoimentos e o relatório do árbitro antes da partida de volta, marcada para 25/02. Se considerar a ofensa comprovada, a entidade pode aplicar de multa a suspensão de jogos, inclusive eliminar o atleta da competição.

Análise Sigo Meu Time: O episódio expõe um protocolo que parece mais preocupado em “dar satisfação” do que em proteger o alvo do racismo. Sem punição imediata, o infrator sente-se praticamente impune e o jogo segue contaminado. A UEFA tem chance de endurecer a mão e enviar mensagem forte; caso contrário, a credibilidade do mecanismo – e da luta antirracista no futebol de elite – seguirá no banco de reservas. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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