Futebol Europeu

Amoroso crava: “Hoje eu faria 30 gols na Serie A” e lembra troca por Henry que não saiu

Amoroso: o ex-atacante da Udinese garante que superaria a marca de 22 gols de 1999 e chegaria a 30 tentos se atuasse na Serie A 2025/26, porque – segundo ele – “as defesas já não são tão fortes” quanto na virada do século.

A declaração bombástica

Em conversa com a Gazzetta dello Sport, Amoroso foi direto: com “a equipe certa” ao seu redor, ultrapassaria facilmente a artilharia que lhe deu fama há 27 anos. O brasileiro comparou o campeonato atual – onde Lautaro Martínez lidera com 14 gols após 25 rodadas – ao Calcio dos anos 1990, marcado por catenaccio, zaga povoada e marcação individual pesada. “Na minha época, todo mundo jogava em bloco baixo; hoje há mais espaços entrelinhas”, disse. Para efeito de contraste, Gonzalo Higuaín (2015/16) e Ciro Immobile (2019/20) detêm o recorde de 36 gols na mesma competição, mas Amoroso sustenta que bateria nos 30 “sem precisar ser o centroavante fixo”.

Quase na Juventus em troca com Henry

O ex-jogador também revelou bastidores que poderiam ter mudado o mercado europeu: em janeiro de 1999, Carlo Ancelotti pediu sua contratação para a Juventus. O acordo envolveria a ida de Thierry Henry para a Udinese, mas o francês recuou na última hora. “Eu já tinha dito sim. Ancelotti me ligava todo dia”, contou Amoroso. A negociação frustrada abriu caminho para o salto de Henry ao Arsenal — onde se tornou lenda — e manteve o brasileiro em Údine até o fim da temporada, quando terminou como capocannoniere. Depois, passaria por Parma, Borussia Dortmund, São Paulo (Libertadores e Mundial 2005) e, ironicamente, trabalharia com Ancelotti no Milan em 2006.

Análise Sigo Meu Time: a fala de Amoroso expõe como o Calcio mudou taticamente. Linhas mais altas, laterais oferecendo amplitude e um ritmo de transição ofensiva acelerado criam brechas até para atacantes menos explosivos. Seria plausível ver o brasileiro flutuando como segundo atacante e chegando à área de surpresa para anotar seus 30 gols. Se tivesse acontecido a troca com Henry, o panorama da Juventus e do próprio Arsenal nos anos 2000 poderia ter sido bem diferente. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.

Fonte: Redação Sigo Meu Time

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